O AMOR

A maior parte do que consideramos amor no nosso mundo de hoje é apenas uma forma imperfeita do amor verdadeiro – o amor perfeito. É muito importante que compreendamos que existe o amor imperfeito, assim como existe o amor perfeito:

1. “Eu te amo, porque preciso de você”. Este é um amor imperfeito, porque é um amor basicamente egoísta.

2. “Eu te amo, porque te desejo”. Esta forma de amor nada mais e do que lascívia.

3. Eu amo você, porque você precisa de mim”. Este tipo de amor é semelhante ao verdadeiro amor cristão. Aquele que ama sabe que precisa dar-se à pessoa que necessita de ajuda.

O amor perfeito é a virtude mais importante da vida cristã: porque, sendo eterno, jamais acaba! “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior é o amor”, diz Paulo em 1 Coríntios 13:13.

Vejamos os três graus do amor:

1º “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Este é o mandamento antigo, o grau mínimo do amor, o amor com limites. O mínimo que Deus espera de todos nós, Suas criaturas: “Que amemos o nosso próximo como a nós mesmos”.

2º “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13:34). Este é o amor de Jesus aos irmãos de Sua Igreja, amor de renúncia a si mesmo e de sacrifício até a morte. Amor que só será possível cumpri-lo se tomarmos a nossa cruz (João 16:24).

3º O amor trinitário: Pai, Filho e Espírito Santo. Amor da perfeita unidade. Amor que faz com que os três sejam um. Amor pelo qual Jesus orou por nós em João 17:22: “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos”. Está aí a chave da evangelização: a perfeita unidade da Igreja de Cristo.

O Espírito Santo está fazendo algo novo na Igreja. Ele tem começado a nos unir como a um só povo de Deus. Não mais pela doutrina que seguimos através das nossas muitas denominações, mas em duas categorias somente: os que amam e os que não amam.

Os únicos dois grupos no grande julgamento serão as ovelhas, os justos, o grupo dos que amam, e que estarão à direita do Rei; e os cabritos, o grupo dos que não amam, à Sua esquerda.

Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. “ Porque sempre que ajudastes a um destes necessitados e os amastes, a mim o fizestes!”

Abílio Chagas