PAIXÃO PELOS PERDIDOS

Jesus nos manda tomar a iniciativa de contatar pessoas a fim de conduzi-las a Deus. Ele não disse ao mundo para ir à igreja, mas disse à igreja para ir “por todo o mundo”. Cabe à igreja, então, a iniciativa de “ir” e procurar relacionar-se com pessoas e famílias, visando alcançá-las para Cristo.

O relacionamento, primeiramente, é para conhecer e fazer-se conhecer de forma a despertar a confiança e conquistar a amizade das pessoas. Isto se dá procurando amá-las com o amor sincero descrito em 1 Coríntios 13: um amor absolutamente desinteressado, que nada mais quer senão ajudar, servir e abençoar.

É preciso que a igreja tenha paixão pelos perdidos, e isto só se adquire “indo” e buscando relacionar-se com eles. Todos nós devemos ter como principal compromisso o Reino de Deus. Nossas prioridades devem ser as coisas próprias do Reino. E quais são elas? Em primeiro lugar, entendemos que seja o nosso testemunho como cristãos. Jesus diz em João 15:16 “Eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades, e deis fruto, e o vosso fruto permaneça...”

Fomos escolhidos por Cristo e designados por ele para “ir “ e “dar fruto”. Estamos preparados pelo Espírito Santo para cumprir essa nossa missão. Ele nos concedeu os dons espirituais que nos capacitam. Além disso, nascemos com certos talentos naturais, dados pelo próprio Deus, para serem aplicados e reproduzidos. É uma atribuição especial que temos que cumprir.

Quando nos dispomos a colocar em ação o uso de toda essa capacitação que recebemos em favor do Reino e não apenas de nossos próprios interesses, três coisas maravilhosas começam a acontecer:

  1. Ganhamos uma alegria contagiante. Alegramo-nos sobremaneira com o uso dos dons – “charis”, graça – “chara”, alegria!
  2. Desfrutamos de uma responsabilidade valorosa. Jamais tentamos evitá-la, seja por comodismo ou timidez, mesmo quando somos exigidos pela equipe de trabalho.
  3. Experimentamos um crescimento espiritual maravilhoso. Fomos criados para servir. Este é o plano de Deus. E servir é o fator essencial e indispensável para nosso desenvolvimento espiritual.


Neste final de ano, a alegria será maior quanto mais percebermos, olhando para trás, que nossos dons e talentos foram usados no cumprimento de nossa tarefa, que nosso amor foi direcionado aos perdidos. E se não, aproveitemos a abertura dos corações, própria da época, para testemunharmos do que significa para nós vinda de Jesus ao mundo. E façamos propósito de, no próximo ano, darmos mais atenção ao que Jesus espera de nós.

Abílio Chagas